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Amazonas lidera taxa de roubo de celulares no país, aponta levantamento citado por Maria do Carmo

Amazonas lidera taxa de roubo de celulares no país, aponta levantamento citado por Maria do Carmo

A pré-candidata ao Governo do Amazonas Professora Maria do Carmo (PL) divulgou nesta sexta-feira, 31 de julho, o mapa dos estados com as maiores taxas de roubo de celulares por 100 mil habitantes, publicado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. O Amazonas aparece em primeiro lugar, com 360,8 ocorrências.

O indicador considera apenas os casos de roubo, quando o aparelho é subtraído mediante violência ou grave ameaça, como em assaltos. Ao longo de 2025, foram registrados 15.592 roubos de celulares no estado.

A leitura da pré-candidata

Para Maria do Carmo, o levantamento retrata o medo cotidiano de trabalhadoras que escondem o celular ao entrar no ônibus, de pais que olham para os lados antes de chegar em casa e de estudantes que mudam de trajeto diariamente. Ela argumenta que, quando a segurança pública falha, o prejuízo não se resume ao aparelho perdido.

A pré-candidata atribuiu os números ao que classificou como falta de gestão e de compromisso do atual governo com a área, dirigindo críticas ao governador Roberto Cidade e citando denúncias envolvendo contratos de empresas ligadas à família do gestor. Ela sustentou que faltam recursos para proteger o cidadão enquanto interesses privados seriam preservados.

Ao encerrar a manifestação, disse que foi a indignação que a levou à política partidária e afirmou que pretende trabalhar para que nenhuma família amazonense perca um filho por omissão do poder público.

O ranking nacional

Os dados mostram que a Região Norte concentra três dos cinco estados com as maiores taxas do país. A lista é liderada pelo Amazonas, com 360,8 ocorrências por 100 mil habitantes, seguido por Amapá (256,8), Pará (239,2), Pernambuco (226,8) e Distrito Federal (223,9).

Estudos sobre o tema associam o roubo de celulares à atuação de organizações criminosas, à receptação, ao mercado ilegal de aparelhos e a desafios estruturais no policiamento e na investigação. Além do prejuízo material, o crime altera hábitos cotidianos da população, como horários de deslocamento, uso do telefone em locais públicos e escolha de trajetos.

Com informações do BDC Notícias. Crédito da foto: BDC Notícias / Assessoria MC.