Exército salva 8 indígenas após naufrágio na fronteira do AM
Imagem: G1 Amazonas
Uma ação rápida de militares do Exército Brasileiro evitou uma tragédia na fronteira do Brasil com o Peru, no Amazonas. Oito indígenas, entre eles duas crianças e uma mulher grávida, foram resgatados das águas de um rio em Tabatinga depois que a embarcação em que estavam colidiu com uma árvore submersa e afundou.
Como aconteceu o resgate
O incidente foi registrado durante uma operação de Reconhecimento de Fronteira conduzida por militares do 1º Pelotão Especial de Fronteira Palmeiras do Javari, vinculado ao Comando de Fronteira Solimões e ao 8º Batalhão de Infantaria de Selva. A equipe avistou o momento exato em que a embarcação atingiu o tronco no leito do rio, provocando o naufrágio imediato e lançando os oito ocupantes na água.
Ao presenciar a cena, os militares suspenderam a patrulha que realizavam e iniciaram de imediato as ações de salvamento. No barco estavam quatro homens, duas mulheres e duas crianças, que tinham como destino a comunidade de São Meireles.
Atendimento médico após o resgate
Uma das mulheres resgatadas, gestante, apresentou sinais de afogamento durante o socorro e precisou de atenção médica imediata. Após serem retirados das águas, todos os indígenas foram conduzidos até a comunidade de Sóles, onde passaram por avaliação e receberam os primeiros cuidados de saúde. Até a divulgação do caso, não havia informações detalhadas sobre o estado clínico atual dos resgatados.
O episódio evidencia os riscos enfrentados por populações ribeirinhas e indígenas que dependem de embarcações para se locomover pelos rios da região amazônica, especialmente em áreas remotas de fronteira, onde o socorro rápido nem sempre está disponível.
Conclusão
A atuação dos militares durante a patrulha de rotina foi determinante para evitar um desfecho mais grave, garantindo que as oito vítimas, incluindo crianças e uma gestante, fossem retiradas em segurança das águas do rio. O caso reforça a importância da presença de equipes de fronteira em áreas de difícil acesso na Amazônia.
Fonte: G1 Amazonas

