Mulher que matou crianças com ovo de Páscoa envenenado é condenada pela Justiça
Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa que matou duas crianças no Maranhão
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A Justiça condenou, na noite desta segunda-feira (22), Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado pelo envenenamento que resultou na morte de duas crianças no município de Imperatriz, no Maranhão.
O caso, que teve grande repercussão nacional, ocorreu em abril de 2025. Segundo as investigações, as vítimas consumiram um ovo de Páscoa enviado à residência da família pela acusada.
As crianças Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, não resistiram aos efeitos do envenenamento e morreram. A mãe delas, Mírian Lira, também consumiu o produto e precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu sob cuidados médicos por vários dias. Ela conseguiu sobreviver.
Após a conclusão do julgamento, a Justiça determinou a condenação de Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado. O caso é considerado um dos mais graves registrados recentemente no estado e gerou forte comoção entre familiares, moradores e a opinião pública.
Entenda o caso
A denúncia foi formulada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e aceita pela 3ª Vara Criminal de Imperatriz. A acusação é formulada pela 8ª Promotoria de Justiça de Imperatriz, cujo titular é o promotor de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira. As investigações apontaram que Jordélia enviou chocolates contaminados com chumbinho para a família de Mírian Lira Rocha.
Durante as investigações, a polícia concluiu que o crime foi premeditado. Jordélia teria viajado de Santa Inês a Imperatriz, hospedou-se em hotel com nome falso e contratou um motoboy para fazer a entrega. Os ovos de Páscoa foram acompanhados de um bilhete: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.
Ao ser presa em Santa Inês, a polícia encontrou com Jordélia Pereira com perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus.
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Durante o julgamento, os jurados reconheceram que Jordélia cometeu tentativa de homicídio qualificado contra Mirian, por motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. Segundo a decisão, a morte da vítima só não ocorreu porque ela recebeu atendimento médico rapidamente.
Em relação às duas crianças, o júri reconheceu o crime de duplo homicídio qualificado. Foram consideradas as qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos.






















