Casos de malária caem 17,9% no Amazonas, mas territórios indígenas seguem os mais atingidos
O Amazonas registrou queda de 17,9% nos casos confirmados de malária no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, os territórios indígenas continuam sendo os mais afetados, concentrando 44,12% das notificações estaduais, segundo levantamento da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Entre janeiro e junho, foram contabilizados 22.897 casos no estado, contra 27.890 no mesmo intervalo de 2025. Mesmo com a melhora dos indicadores, a fundação reforça que a doença segue como um dos principais desafios sanitários do Amazonas.
Junho teve a maior retração
Junho foi o mês com a queda mais acentuada no comparativo anual, de 29,12%. O total passou de 5.480 diagnósticos em junho de 2025 para 3.884 no mesmo mês deste ano.
Onde a doença mais circula
As áreas indígenas respondem por 44,12% das notificações e as zonas rurais por 38,09%. Juntas, as duas categorias somam 82,21% de todos os registros confirmados. As regiões urbanas representam 7,89% das ocorrências e os assentamentos, 5,77%. Acampamentos e áreas de garimpo aparecem com 2,89% e 1,07%, respectivamente, e 0,17% dos casos não tiveram a localização identificada.
Sobre o agente causador, o Plasmodium vivax foi detectado em 88,6% das infecções, enquanto o Plasmodium falciparum, ligado a quadros mais graves, apareceu em 11,4%. Os dados mostram maior incidência entre homens e nas faixas etárias mais jovens, com destaque para adolescentes de 10 a 19 anos, que somam 21,92% dos registros, seguidos pelo grupo de 20 a 29 anos, com 17,39%.
Prevenção e tratamento
A gerente de Malária e Outros Hemoparasitas da Diretoria de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Myrna Barata, destacou que a redução dos números não diminui a necessidade de manter as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento. A orientação é que pessoas com febre, dor de cabeça, tremores e calafrios procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima para realizar exames e, se confirmado o diagnóstico, iniciar o tratamento. Concluir o tratamento por completo, segundo a especialista, é decisivo para evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão.
Reportagem original: G1 Amazonas.
Com informações do BDC Notícias. Crédito da foto: BDC Notícias / Divulgação/FVS-RCP.






















